Cidade do Menor

Pequeno Histórico da Cidade do Menor

Por: Fr. Theodorus Johannes Adams

Foi em 6 de novembro de 1976, que Dom Lara aceitou cuidar de dois menores, sendo provocado por um Juiz que os mantinha presos no Fórum de Coronel Fabriciano.


Dom Lara tinha, naquele momento, uma avaliação positiva da Funcelfa (Fundação Comunitária Fabricianense) para começar a atender especificamente menores carentes do Vale do Aço; já havia adquirido um terreno com a ajuda de Lions Clube e sentia uma confiança grande na divina providência.


A partir daquele momento multiplicaram-se os desafios concretos para a realização de uma “CIDADE do Menor”: com casas, refeitório, cozinha, salas, oficinas e campo de futebol; com, cada vez mais, moradores, educadores, benfeitores e colaboradores, entre eles vários parentes e conhecidos de Dom Lara como padres jesuítas, seminaristas e voluntários de vários países; e ajuda material de empresas, lojas, organizações sociais e religiosas.


Além disso, a LBA e o “Fundo Cristão para Crianças” tornaram-se grandes aliados para ajudar as famílias necessitadas e menores desamparados, através de muitos cursos, atividades artesanais e produtivas e padrinhos estrangeiros.
A Congregação dos Fráteres, há muitos anos, teve contatos com a diocese de Itabira- Cel. Fabriciano, especialmente com os bispos Dom Mário Gurgel e Dom Lara. Os irmãos trabalharam durante 19 anos em Itabira. Em 28/01/1993, eles fundaram-se uma comunidade em Cel. Fabriciano para trabalhar em várias escolas e colaborar em algumas paróquias, em pastorais e na Cidade do Menor. Em 1999, um pouco antes da retirada do Fundo Cristão, os irmãos Cristino e Theodoro foram eleitos para participar na direção da mantenedora Funcelfa e assumir a responsabilidade pela Cidade do Menor. Continuou o Abrigo com 4 casas-lares, com casal ou tia residente responsável; a Escola Infantil com muitas crianças até 7 anos, lugar que mais tarde se tornaria uma Creche e Berçário com crianças de zero a três anos. Houve um grande esforço para manter e aumentar os cursos profissionalizantes e também o reforço escolar enquanto a Prefeitura não introduziu a escola em tempo integral.


Em 2002, foi feita uma quadra esportiva e um campo soçaite com ajuda da Fundação Acesita. No início do milênio, foram feitas reformas em prédios, salas e casas, construiu-se uma “escola profissionalizante” com praça e coreto, com ajuda de “Amigos da Holanda” e da Prefeitura Municipal. O Secretário de Assistência Social abriu o “Abrigo de Permanência Breve”. No Abrigo, houve um grande esforço para introduzir as reformas exigidas pelo ECA e Conselho Tutelar. Contratamos especialistas, que mais tarde se tornariam uma equipe orientada e paga pela Unileste.


Em 2012, o Fórum exigiu mudanças mais profundas para promover o direito à convivência familiar e comunitário das crianças e adolescentes. A partir de 1º de abril de 2013, começou o Acolhimento Institucional “Funcelfa- Cidade dos Meninos” com duas Unidades, cada uma com 10 crianças/adolescentes ao máximo e 3 educadores por dia alem de uma equipe multi-disciplinar.
Para humanizar estas unidades, foram planejadas grandes mudanças, que estão em andamento neste fim de 2013.
A nossa equipe de especialistas e as educadoras juntamente com o apoio da Prefeitura, CREAS, Conselho Tutelar e Fórum esperam poder aperfeiçoar este trabalho árduo com crianças e adolescentes, contando com a colaboração de muitos amigos e parceiros.

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